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quarta-feira, 14 de março de 2012

Piratini descarta alterar plano de carreira para pagar piso dos professores

 

Possibilidade de mudanças chegou a ser admitida há algumas semanas pelo governo

O governo do Estado descartou nesta terça-feira alterar o plano de carreira do magistério gaúcho para cumprir a lei do piso nacional do magistério.

Segundo o Chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, o Piratini fez estudos e constatou que nem mesmo mudanças na estrutura da carreira viabilizariam o pagamento do piso dentro do atual parâmetro de reajuste — que considera o custo-aluno medido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundep).

A possibilidade de alteração no plano de carreira foi admitida há algumas semanas pelo próprio governo e recebeu diversas críticas do Cpergs, da oposição e de deputados aliados. O Piratini segue trabalhando com o cronograma de implantação de um piso de R$ 1.260 em 2014.

A primeira etapa do calendário teve a votação adiada nesta tarde na Assembléia Legislativa. O projeto que concede aumento de 23,5% em três parcelas não foi votado a pedido do governo, que havia assumido compromisso com o CPERS. No entanto, o Piratini se recusa a retirar o regime de urgência e garante que a proposta será votada na próxima terça-feira.

Paralisação dos professores

A secretaria estadual da Educação garante que todas as escolas do Estado estarão abertas na quarta, quinta e sexta-feira, dias em que está programada uma paralisação de professores. Por meio de nota, o governo informa que orientou diretores a respeitar o direito dos alunos à educação e ao espaço escolar.

O texto também diz que todos os professores e funcionários que não aderirem à paralisação terão direito ao registro do ponto e ao horário normal de trabalho. A nota é uma resposta à presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, que fez um apelo aos pais para que não enviem os filhos aos colégios.

A paralisação reivindica o cumprimento da lei do piso nacional do magistério e mais investimentos em educação.
 

Fonte: Zero Hora

terça-feira, 6 de março de 2012

Piso nacional faz governo do Estado repensar plano de carreira do magistério

Piratini mobiliza equipe jurídica para recorrer de decisão judicial divulgada nesta segunda-feira

Após a decisão judicial que determinou o pagamento do piso nacional do magistério no Rio Grande do Sul , o Piratini admitiu a possibilidade de promover alterações no plano de carreira da categoria.

Em entrevista coletiva na tarde desta segunda, após o anúncio da sentença da Justiça, o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, afirmou que a determinação legal, da qual o governo vai recorrer, pode levar o Estado a repensar a política salarial dos professores.

O recurso deverá ser julgado pelo Tribunal de Justiça em data ainda não definida. O Estado mobiliza sua equipe jurídica e cogita, pela primeira vez, estudar mudanças no atual plano de carreira dos professores. O atual modelo, por prever uma grande diferença entre os vencimentos mais baixos e os mais altos — que pode chegar a 400% — multiplica o impacto dos reajustes sobre o Tesouro.

— Talvez essa sentença nos leve a fazer esse debate (de mudar o plano). É uma discussão que temos de avaliar — sustentou o chefe da Casa Civil, que lembrou que 24 Estados já fizeram alterações desse tipo para se adequar à legislação nacional, e o Rio Grande do Sul teria facilidade para pagar o piso se desse reajustes maiores para os professores que ganham menos do que os R$ 1.451.

— Nosso problema não é pagar o piso. Nosso problema se refere à questão dos efeitos que o piso tem no plano.

Fonte:  Zero Hora

Comentário

Será que o Governo Tarso estará disposto a pagar o preço político pela atitude de alteração do Plano de Carreira?   Essa é a questão.

Será mais uma promessa não cumprida pelo Governador,  e estará mais vez,  se igualando a governos anteriores que intentaram contra o Plano de Carreira dos educadores. 

Como afirmou a presidente do CPERS/Sindicato: " Se o Governo fizer isso, terá que nos enfrentar "

Afinal, pagar o Piso Nacional, atacando o Plano de Carreira, até o Governo Yeda faria...