segunda-feira, 6 de maio de 2013

Registrados 2 casos de infecção por superbactéria no RS

De acordo com Associação de Servidores do Grupo Hospitalar Conceição, ocorre ainda um aumento significativo de infecções pela bactéria KPC

Foram registrados dois casos de infecção da superbactéria NDM 1 no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), que responde por 35% dos atendimentos do SUS em Porto Alegre. Diante da constatação das duas infecções, a Secretaria Estadual de Saúde emitiu uma notificação para todas unidade de saúde do Estado.


De acordo com a Associação dos Servidores do Grupo Hospitalar Conceição (Aserghc) houve ainda um aumento significativo, entre 2011 e 2013, de infecções pela bactéria KPC.
Segundo o presidente da Aserghc, Arlindo Nelson Ritter, além das duas infecções da NDM 1, em 2011 foram registrados 17 casos da KPC, número que saltou para 177 no ano seguinte, e com uma incidência de 25 casos mensais em 2013. 


“Dessa forma acreditamos que deve passar de 300 casos neste ano (...) estamos muito preocupados porque vai ser uma catástrofe, com essa epidemia já instalada, no nosso ponto de vista, ainda mais no GHC, que é importantíssimo na rede de saúde pública”, afirmou Ritter.


Ritter afirma ainda que 125 pacientes estão em isolamento no GHC por conta de infecções de diferentes bactérias.

Ele diz que os casos passaram a aumentar na medida que cresceu a atuação de funcionários terceirizados. Ritter afirma que a gestão politizada, dominada por três partidos, tem prejudicado a situação no GHC fazendo com que empresas terceirizadas que não prestam os serviços contratado de forma correta, não sejam punidas pela administração. “É um jogo de empurra, empurra”, resume, dizendo que a problemática da terceirização foi comunicada ao Ministério Público Federal.


Ainda de acordo com o presidente da associação, é critica a situação de superlotação dos leitos da emergência. “São os de internação rápida, eram 50 leitos, mas tem em média 140, 150 pacientes (...)  eles ficam amontoados em cadeiras pelos corredores por quatro , cinco dias, e não tem como um profissional realizar o trabalho de higiene quando nãop tem nem como se mexer”, afirma. 


A Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul informou, por meio de nota que após a detecção do NDM (New Delhi Metallobetalactamase) a Agencia Nacional de Saúde (Anvisa) e todos os estabelecimentos de saúde do Estado foram notificados por meio de nota técnica.
A NDM é uma bactéria resistente e medicamentos e torna o tratamento difícil, além dos riscos de transmissão. 


A assessoria de imprensa do GHC foi procurada pelo Terra, mas não foi possível dar retorno até a publicação desta matéria.

Fonte: Portal Terra

 

Bactéria multirresistente chega ao Brasil e deixa dois pacientes isolados no RS




Depois de a bactéria ter chegado à América Latina e se proliferado em unidades hospitalares do Uruguai, da Colômbia e do Paraguai, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) confirmou o registro, no Hospital Conceição, em Porto Alegre, do microorganismo multirresistente denominado New Delhi Metallobetalactamase (NDM), detectado pela primeira vez em 2009, em um paciente sueco que esteve hospitalizado na Índia.

Pelo menos duas pessoas internadas na instituição foram contaminadas pela bactéria, que age até sob o efeito de antibióticos carbapenêmicos, utilizados para combater infecções graves. É o primeiro registro de infecção em território brasileiro.

O infectologista Fabiano Ramos reconhece que caso ocorram mais registros de NDM em hospitais da Capital os métodos de tratamento podem ficar muito reduzidos. “O problema é que se isso se dissemina dentro dos hospitais, especialmente, as opções de tratamento são reduzidas para esse tipo de situação. Então essa é a grande preocupação no momento”, frisou.

Ramos salientou, porém, que o NDM pode ser combatido por meio da associação de determinadas drogas. A contaminação ocorre somente por meio de contato e a bactéria atinge principalmente pacientes de UTI, em estado grave ou que já estejam contaminados por outro tipo de infecção.

Após a confirmação do NDM em Porto Alegre, por razões ainda não esclarecidas, a SES notificou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério da Saúde e todos os estabelecimentos de saúde do Estado.

Rádio Guaíba/Foto: Reprodução

Fonte: Trespassos News

domingo, 5 de maio de 2013

Sindicato fraco significa economia fraca

Arthur Henrique

Sindicato fraco significa economia fraca
Foi Thatcher, logo seguida por Reagan, quem passou a disseminar, pela primeira vez na segunda metade do século XX,  a ideia de que a existência de sindicatos era ruim. Muitos, naquela passagem dos anos 1970 para os 80, acreditaram na tese ou não a refutaram com a devida veemência. Talvez por não ter vivido ou esquecido as experiências de notável recuperação econômica europeia e estadunidense no período Pós-Guerra, em que a ação do Estado e o fortalecimento do mercado de trabalho – e consequentemente do sindicalismo – foram essenciais para um longo ciclo de prosperidade. 

Tanto a então chamada Dama de Ferro quanto o ator hollywoodiano eleito presidente tiveram a seu lado uma máquina de propaganda pró-neoliberalismo que até hoje produz seus efeitos no imaginário coletivo, como pudemos conferir em alguns dos comentários postados por leitores de CartaCapital sobre artigo aqui publicado na semana passada.

Num mundo tal como o conhecemos, o enfraquecimento dos sindicatos não é bom para ninguém, mesmo que temporariamente isso traga alguma vantagem para um grupo ou outro. No longo prazo, a consequência negativa se abaterá sobre todos – salvo o sistema financeiro, caso os governos nacionais ajam como atualmente mundo afora. 


Hoje, nos EUA, menos de 12% dos trabalhadores são sindicalizados (na iniciativa privada, menos de 7%), contra a taxa próxima de 30% da era pré-Reagan. O país levou a sério o desmonte proposto e iniciado naquele governo, que teve entre seus marcos iniciais a propalada vitória contra a greve dos controladores de voo em 1981.

Em grande parte por isso, os salários passam por sistemático achatamento desde então. Segundo dados do departamento de trabalho dos EUA, o aumento real (acima da inflação) dos salários acumulado desde 95 foi de apenas 6%. Esse empobrecimento atingiu todas as categorias, colocou a classe média no corner, levando-a a níveis de endividamento brutais, e conduziu o país à crise. Esse processo é bem retratado pelo filme “Capitalismo: uma História de Amor”, de Michael Moore. Uma vez mais a tese, forjada no século XVIII, de que a capacidade individual é o único motor da história, comprova-se falsa.

Na Inglaterra, onde o empenho de Thatcher em derrotar o movimento sindical foi uma das marcas de sua gestão, as coisas tampouco melhoraram por isso. Nesta semana, a TUC (Trades Union Congress) divulgou estudo que mostra os salários caminhando abaixo da inflação. Em certas regiões, a perda anual dos trabalhadores ativos em relação ao que ganhavam em 2010 supera quatro mil libras esterlinas. São pessoas consumindo menos. Empresários vendendo menos.

São resultados da recente crise internacional, causada justamente pelo ideário econômico, social, político e ideológico que tiveram em Thatcher e Reagan seus maiores arautos e que tem como uma das premissas o enfraquecimento dos sindicatos. 


O caso mexicano também é dramático. Sindicatos atacados sistematicamente, com a ajuda muitas vezes de esquemas criminosos, e um Estado cada vez mais recuado. Nem mesmo um liberal, desde que ilustrado, defenderia tal combinação, que poderia ser definida como “cleptocapitalismo”.

A crença de que “gente competente” não precisa de sindicato é falsa. Ou todos os cidadãos estadunidenses sem emprego hoje não são bons o bastante? Os roteiristas de Hollywood, responsáveis pelos diálogos e histórias dos filmes e seriados que fazem sucesso planetário, não caíram nesse engodo e fizeram uma vitoriosa greve de 100 dias entre 2007 e 2008, obrigando a indústria a negociar.

João Cabral de Mello Neto criticou com argúcia característica a pretensa solidão realizadora dos trabalhadores ao falar daqueles “de profissões liberais que não se liberaram jamais”.

Aqui no Brasil, o movimento sindical teve um importante papel quando os efeitos da crise econômica chegaram por aqui. Nossa recusa em participar de acordos de diminuição de salários ou suspensão preventiva de contratos ajudou e tem ajudado o país a enfrentar o problema.  Acredito que a estrutura sindical brasileira precisa de aperfeiçoamentos, mas querer prescindir dela é loucura.


Artur Henrique, secretário-adjunto de Relações Internacionais da CUT e presidente do Instituto de Cooperação da CUT


Fonte: profemarli.comunidades.net 

Pesquisa da USP mostra desinteresse de alunos em seguir o magistério

Yara Aquino, Agência Brasil - 05/05/2013 - 14h14
Por Joana Flávia Scherer, do 14º Núcleo.
Brasília – Uma pesquisa feita na Universidade de São Paulo (USP) mostra que metade dos alunos de licenciatura nas áreas de matemática e física não pretende ou tem dúvidas quanto a seguir a carreira de professor de educação básica. Dos que cursam licenciatura em física, 52% não pretendem ser professores ou tem dúvidas. Em matemática, o percentual é 48%. A pesquisa ouviu um total de 512 estudantes recém-ingressantes da USP, incluindo também alunos de pedagogia e medicina.

A pesquisa Atratividade do Magistério para a Educação Básica: Estudo com Ingressantes de Cursos Superiores da USP, da pedagoga e mestre em educação pela Faculdade de Educação da USP Luciana França Leme selecionou as duas disciplinas de licenciatura em função da escassez de professores nas áreas de exatas. A estimativa do Ministério da Educação (MEC) é que o déficit de professores nas áreas de matemática, física e química seja de cerca de 170 mil.

A baixa remuneração do magistério, as más condições de infraestrutura das escolas e o desprestígio social da profissão estão entre os motivos apontados pelos estudantes para a falta de interesse em seguir a carreira. Segundo a pedagoga, a dificuldade de implementar em sala de aula o ensino da matemática e da física e a concorrência com profissões como as do mercado financeiro também afastam das salas de aula quem se forma nessas áreas.

“Pesquisados disseram que escolheram o curso porque gostam de matemática e física. Mas gostar é uma coisa, outra é o ensino dessas matérias que engloba habilidade como o pensar a matemática, as ciências, e saber ensinar a matemática e verificar como o aluno está aprendendo”, destacou. “Outro fator é o mercado de trabalho. Um aluno formado na USP, nessas disciplinas, pode trabalhar com pesquisa, pós-graduação, no mercado financeiro. A profissão de docente acaba concorrendo com outras opções”, disse Luciana França Leme. A questão de gênero também é apontada pela pesquisadora. “Física e matemática tem muitos alunos homens e as mulheres seguem mais a carreira de professor.”

Na avaliação da pesquisadora, reverter esse quadro de desinteresse pelo magistério requer um plano de atratividade com metas claras e de longo prazo. “É importante uma articulação de vários fatores, igualar os salários com os de profissionais com a mesma formação, reconhecimento e fortalecimento profissional, e despertar o interesse pela profissão ao longo da vida estudantil”, disse.

A carência de professores nas áreas de exatas como matemática, física, química e biologia é uma preocupação do Ministério da Educação (MEC) que elabora um programa para, desde o ensino médio, atrair os estudantes a seguirem o magistério nessas áreas. O programa terá oferta de bolsas de auxílio e parceria com universidades, como adiantou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ao participar de audiência pública na Câmara dos Deputados, em abril.
Edição: Lílian Beraldo
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http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-05/pesquisa-da-usp-mostra-desinteresse-de-alunos-em-seguir-magisterio

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sábado, 4 de maio de 2013

Projeto dos royalties para educação terá de ser votado em 45 dias

O projeto de lei (PL 5500/13) que destina os recursos do petróleo para a educação vai tramitar no Congresso Nacional em regime de urgência constitucional. Isso significa que terá 45 dias para ser votado e, se a votação não for concluída nesse período, o projeto passará a trancar a pauta da Casa em que estiver tramitando. Enquanto a pauta estiver trancada, nenhuma proposta legislativa poderá ser votada.


O projeto foi encaminhado à Câmara dos Deputados, onde será formada uma comissão para análise. A proposta enviada pela presidente Dilma Rousseff destina exclusivamente para a educação as receitas provenientes dos royalties e da participação especial relativas aos contratos fechados a partir de 3 de dezembro de 2012, sob os regimes de concessão e de partilha de produção.

Pelo projeto, a educação receberá também a metade dos recursos resultantes do retorno sobre o capital do Fundo Social do Pré-Sal (Lei 12.351/10). Os recursos dos royalties e da participação especial destinados à União provenientes dos contratos sob regime de concessão e cessão onerosa, quando oriundos do pré-sal, serão integralmente destinados ao Fundo Social. As receitas da União provenientes dos royalties dos contratos de partilha não serão destinadas ao fundo.

A justificativa do projeto de lei diz que a proposta é investir "no incremento da educação que, com o advento da Emenda Constitucional nº 59, de 2009, tornou-se obrigatória dos 4 aos 17 anos de idade. Na educação infantil, faz-se necessário o aumento dos recursos para uma expansão da pré-escola, já que, aproximadamente, 22% das crianças entre 4 e 5 anos ainda não são atendidas plenamente. Também é um grande desafio aumentar o número creches".

O projeto foi enviado em substituição à MP 592/12, cujo prazo para votação termina no dia 12 de maio. A comissão mista que analisa a proposta não chegou a acordo para a votação e decidiu adiá-la até que o Supremo Tribunal Federal (STF) manifeste-se a respeito das regras de divisão dos royalties.

Para o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), responsável pela relatoria da MP 592/12, o prazo de 45 dias é bastante curto, inferior ao prazo da votação de uma medida provisória, 120 dias. "Ajudaria muito se o STF tomasse uma decisão. É possível votar o projeto sem a decisão, mas uma coisa está relacionada com a outra". Como relator, ele havia incluído a destinação das receitas com os royalties do petróleo dos contratos vigentes à educação e não só dos contratos futuros, como previa a MP. Agora pretende propor uma emenda que garanta essa destinação também no projeto de lei.

Segundo a Agência Câmara, com as alterações feitas por Zarattini, 100% da participação especial da União e do Fundo Especial de Estados e Municípios seriam destinados à Educação e 100% dos royalties da União ficariam com a Ciência e Tecnologia. Seriam R$ 16,2 bilhões para a educação neste ano, podendo chegar a R$ 42,4 bilhões. Para a Ciência e Tecnologia seriam R$ 3,2 bilhões neste ano, podendo chegar a R$ 7,1 bilhão em 2020.

Com informações da Agência Câmara.
Agência Brasil
Fonte: Portal Terra

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Governo do Estado não cortará ponto

Governo do Estado garante que não irá cortar ponto de professores por paralisação

 

Após audiência com a Secretaria Estadual da Educação, ocorrida nesta quinta-feira, na sede da Procergs, em Porto Alegre, o Executivo se comprometeu em abonar as faltas dos professores estaduais que realizaram a paralisação no mês passado, mediamente a apresentação de um calendário para recuperação das aulas. Segundo a presidente do Cpers/Sindicato, Rejane de Oliveira, os educadores aguardam um documento oficializando a informação de que o Estado não irá cortar o ponto dos servidores pelos três dias de paralisação, que ocorreu de 23 a 25 de abril. “Assim que recebermos este material será estabelecido um calendário para recuperar as aulas perdidas na ocasião”, garantiu.

A mobilização no mês passado foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Cerca de 80% dos profissionais aderiram à ação no Rio Grande do Sul. Durante a greve, a Secretaria deixou claro que os servidores que participaram do movimento terão o ponto cortado. O governo petista, até agora, não cortou o ponto dos professores em nenhuma paralisação, ao contrário da gestão Yeda Crusius, que cumpriu a promessa de desconto salarial dos grevistas na educação.

Um Conselho Geral do Cpers foi convocada para o próximo dia 17, a fim de definir um calendário de mobilização pelo pagamento integral do piso nacional do magistério.

http://www.radiofandango.com.br/archive/valor.php?noticia=30870

Fonte: profemarli.comunidades.net

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Em pronunciamento, Dilma pressiona Congresso por royalties para educação

A presidente disse que encaminhou um novo projeto ao Congresso Nacional destinando todos os royalties do pré-sal para a educação

 

Em pronunciamento na rede nacional de rádio e TV na noite desta quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff afirmou ter enviado ao Congresso Nacional um novo projeto destinando todos os recursos obtidos com a exploração do pré-sal exclusivamente para a educação. Dilma falou à nação por ocasião do Dia do Trabalhador, comemorado neste primeiro de maio. 

 

"A partir de agora, vamos privilegiar o instrumento que mais amplia emprego e salário, que é a educação. Várias medidas estão sendo estudadas e discutidas, mas a decisiva é que todos os royalties, participação especial e recursos do pré-sal sejam destinados exclusivamente para a educação. Enviei ao Congresso Nacional uma nova proposta para que isso possa virar realidade. É importante que o Congresso aprove a proposta de destinar os recursos do petróleo para educação. Peço que incentivem seu deputado e seu senador para apoiar nossa iniciativa", disse Dilma em pronunciamento que durou 11 minutos.

 

Fonte: Portal Terra (com modificações)