sábado, 8 de dezembro de 2012

12 DE DEZEMBRO- ATO PÚBLICO - BASTA DE MIGALHAS! 28,98 % JÁ! !


 
 
COMENTÁRIO DO BLOG

Qual o motivo de  urgência em um projeto que prevê a diluição do reajuste ao longo de dois anos? Sendo que a primeira parcela, pelo projeto, será paga somente ao "apagar das luzes" de 2013. ISSO É MANOBRA!

É  a forma de o governador dizer que o piso não será pago ao longo do seu governo.

DIA 12 DE DEZEMBRO - DIA ESTADUAL DE PARALISAÇÃO. 

TODOS AO ATO PÚBLICO!
 


sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

27% DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR TÊM CONCEITO INSUFICIENTE

Mais de 570 instituições tiveram nota 1 ou 2 no Índice Geral de Curso.

Dados divulgados pelo Ministério da Educação nesta quinta-feira (6) mostram que 27% das instituições de ensino superior brasileiras tiveram conceito insuficiente no Índice Geral de Cursos (IGC) em 2011. O MEC divulgou ainda os Conceitos Preliminares de Curso (CPC) e o conceito Enade 2011 das instituições. Das 2.136 universidades, faculdades e centros universitários avaliadas, nove tiveram conceito 1 e 568 atingiram o conceito 2. As duas categorias somam, respectivamente, 0,4% e 26,6% do total. O MEC considera insuficiente qualquer conceito abaixo de 3.

O cálculo do IGC inclui a média ponderada dos Conceitos Preliminares de Curso e os conceitos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), responsável por avaliar os programas de pós-graduação das instituições.


Metade das instituições (1.081, ou 50,6% do total) tiveram conceito 3, enquanto 190 instituições (8,9%) alcançaram o conceito 4 do índice. Apenas 27 delas, o correspondente a 1,3% do total, tiveram a nota máxima no Índice Geral de Cursos.

Os resultados do IGC mostram uma pequena evolução em relação a 2008, quando 28,4% das 2.128 instituições avaliadas tiveram conceito insuficiente e apenas 1% delas atingiram a nota máxima.

SECOM / CPP
Fonte: G1

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Cremesp: 54,5% dos formandos de medicina são reprovados em exame

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp)divulgou nesta quinta-feira, 6 de dezembro, o índice de aprovação no Exame do Cremesp obrigatório a todos os formandos de Medicina, realizado pela primeira vez, em 11 de novembro de 2012.

Dentre 2.411 participantes, formados em escolas médicas do Estado de São Paulo, 54,5% foram reprovados no exame, pois acertaram menos de 60% da prova, ou seja, menos de 71 das 120 questões. O exame contou com a presença de 2.525 egressos das 28 escolas médicas paulistas que funcionam há mais de seis anos. Desses, 114 tiveram suas provas invalidadas.

No total, 2.943 recém-formados se inscreveram para fazer a prova. Desses, 71 (2,5%) não compareceram. Dos 2.872 presentes, 119 (4,2 %) tiveram suas provas invalidadas (114 de São Paulo e 5 de outros estados) - sendo que 86 boicotaram o exame, assinalando letra "b" em todas as questões, e 33 apresentaram provas com outros padrões de respostas inconsistentes. As provas invalidadas não foram consideradas na apuração dos resultados.

Também compareceram ao Exame 347 recém-formados de 51 diferentes cursos de medicina de outros Estados. Como irão se registrar no Cremesp e atuar em São Paulo, eles também fizeram a prova.

De acordo com a instituição, o objetivo principal do Exame do Cremesp obrigatório é avaliar o ensino médico no Estado de São Paulo. Por isso, para alguns resultados, não foram considerados os participantes formados em outros Estados.

A prova contou com 120 questões objetivas de múltipla escolha que abrangem problemas comuns da prática médica, de diagnóstico, tratamento e outras situações, em nove áreas básicas: Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Pediatria, Ginecologia, Obstetrícia, Saúde Mental, Epidemiologia, Ciências Básicas e Bioética. A nota de corte utilizada pelo Cremesp é 6, ou seja, para aprovação o participante deve acertar pelo menos 72 questões. O exame foi aplicado pela Fundação Carlos Chagas.

As notas individuais serão encaminhadas confidencialmente a cada participante. As escolas médicas terão um relatório de desempenho de seus alunos por área do conhecimento, preservando a identidade dos formandos. Também receberão relatório os Ministérios da Educação e da Saúde, o Conselho Federal de Medicina, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.

Fonte: Portal Terra

Para pagar o piso, Tarso alega falta de recursos. Mas para empresários, sobra dinheiro

O título acima ilustra a opção política adotada pelo governador do Rio Grande do Sul, o petista Tarso Genro.

Com o apoio de setores da mídia, alega falta de recurso para pagar o piso, mas se esmera para atender e manter os lucros dos empresários instalados no estado.

O total de isenções fiscais aprovadas ao longo de dois anos de governo bate na casa de R$ 1 bilhão.


Enquanto os trabalhadores em educação são obrigados a se contentar com migalhas, os empresários aplaudem as belas iniciativas do governador, rotulado pelos educadores como “fora da lei”.

Para não cumprir a lei do piso do magistério, uma promessa feita à sociedade gaúcha enquanto candidato, o governador chegou ao cúmulo de ingressar com uma ação no Supremo Tribunal Federal.


Ao optar pela Justiça, Tarso repete caminho seguido pela ex-governadora Yeda Crusius, do PSDB, que acabou derrotada no Supremo.

Numa clara demonstração de que não pagará o piso, o governador encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto de reajuste de 28,98%, em três parcelas, sendo a última a ser paga no final de 2014.


O CPERS/Sindicato reafirma a luta pelo piso e exige o pagamento em parcela única e imediata.

Em defesa do reajuste emergencial de 28,98% e do piso salarial, a categoria paralisará as atividades no próximo dia 12, quando será realizada uma vigília na Praça da Matriz, em Porto Alegre, a partir das 8 horas.


João dos Santos e Silva, assessor de imprensa do CPERS/Sindicato

Fonte: Portal CPERS/Sindicato

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Deputados, Governo do Estado e entidades querem manter regularidade das aulas durante a Copa

A Comissão de Educação da Assembléia Legislativa presidida pela deputada Juliana Brizola realizou audiência pública, nesta terça-feira, na sala João Neves da Fontoura (Plenarinho), para debater o calendário escolar de 2014, tendo em vista as adequações ao artigo 64 da Lei Geral da Copa, que determina que as férias escolares decorrentes do encerramento das atividades letivas do primeiro semestre do ano abranjam todo o período entre abertura e encerramento da Copa do Mundo de Futebol, que será de 12 de junho a 13 de julho de 2014.

 

Na audiência, foi encaminhado um grupo de trabalho para propor uma adequação do calendário escolar que não suspenda as aulas durante um mês inteiro. Entidades, Secretaria de Educação e Parlamento convergem sobre necessidade de se manter as aulas

 

O encontro foi presidido pelo deputado Jurandir Maciel, que, logo na abertura dos trabalhos, pediu união das entidades presentes para propor alteração na lei da Copa. “Aqui se encontram várias entidades para discutir o melhor para a sociedade na área de Educação. Precisamos nos unir. Na África do Sul quando teve a Copa, e eu estive lá acompanhando, os anfitirões entendiam que a Copa era importante, mas que o evento esportivo não podia vir e passar sem deixar um legado. Conheci pessoalmente, em  Soweto, centros para inserção dos jovens, tanto na área do esporte, como em processos de educação e informática. Isso é, acima de tudo, defender o que a nação entende, sem abrir mão da importância da Copa. Queremos que ela  venha, mas que traga benefícios para a população”, falou o deputado.

 

No mesmo sentido, representando a entidade requerente da audiência pública (União Nacional de Dirigentes de Educação, Undine), Liege  Barbosa lembrou que a realização evento esportivo no país não pode prejudicar o andamento das aulas. “A Copa do Mundo perpassa a sala de aula nesse período. Mas, caso as aulas sejam suspensas, e os alunos fiquem em casa, vamos perder a possibilidade de ampliar o conhecimento sobre o mundo, utilizando o futebol para isso. Poderíamos fazer atividades didáticas sobre o tema. Mas, se não houver aula, será impossível”, falou.

 

A secretária-adjunta de Educação do RS, Maria Eulália Nascimento, concordou com as falas que a sucederam e pediu mobilização dos presentes para reverter o artigo 64 da Lei da Copa. “Todo mundo sabe que é diferente o calendário escolar do Amazonas e do Rio Grande do Sul. Temos que construir uma mobilização concreta para rever essas datas. Não creio que se criou esta lei para amarrar o ensino no Brasil. Entendemos o espírito da legislação. Tenho convicção de que devemos encontrar uma forma de manter o calendário, adaptá-lo à Copa e não prejudicar as crianças”, falou a secretária.

 

Robison Minuzzi, da Federação dos Círculos de Pais e Mestres, destacou que as paralisações do calendário escolar seriam necessárias somente em dias de jogos. “Aqui em Porto Alegre seriam somente cinco jogos, não havendo a necessidade de se parar por um mês”, finalizou.

 

Para o conselheiro estadual de Educação, Raul Gomes de Oliveira Filho, existe um contra-senso na Lei Geral da Copa. Devemos estar todos unidos alertando a sociedade gaúcha sobre o prejuízo aos alunos que pode acontecer. Nãos somos contra a Copa, mas somos contra quem quer impedir os alunos de estudar, afirmou.

 

Já Márcia Mainardi, representando a Federação dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), lembrou que a sociedade não foi chamada para debater as alterações na regularidade do ano letivo.

 

Encaminhamentos



  • União de todas as entidades, com foco na alteração do artigo 64;

  • Constituição de um grupo de trabalho composto por representantes do Parlamento estadual, governo do Estado e por entidades que defendem alterações na lei;

  • Elaborar um documento com as justificativas e registros da audiência para ser entregue na Câmara Federal e no Senado;

  • Solicitar um projeto de lei que revogue o artigo 64 da Lei Geral da Copa;

  • Articular com a presidência da Casa um encontro com todos gestores de Educação do Brasil para discutir o calendário da Copa.


Fonte: Rádio Fandango

domingo, 2 de dezembro de 2012

O futuro de um país tem a cara da sua escola no presente


Cristovam Buarque 



O Dia do Professor deveria ser o Dia do Futuro do País, porque o futuro de um país tem a cara da sua escola no presente. Olhe como são as escolas de um país hoje e você verá como será a cara do país no futuro. E, embora a escola e a educação não sejam apenas professor, e sim sejam os prédios confortáveis, bem equipados, com salas disciplinadas, em número reduzido, em horário integral, sem greves – apesar de que a escola é uma coisa muito mais ampla –, a cara da escola é a cara do professor.

Olhe para a cara de um professor, para o brilho nos olhos deles, e você verá a cara da escola. E a cara e os olhos dele dependem do respeito que a sociedade tem para com o professor.

E o respeito tem a cara do salário em países como o nosso, onde o salário é fundamental. Então, o salário é a cara do respeito que a sociedade dá ao professor. O respeito que o professor recebe da sociedade é a cara da escola, e a escola é a cara do futuro; logo, o futuro de um país tem a cara do salário de um professor nos dias de hoje. 

O Brasil, historicamente, abandonou a educação e, por isso, o abandono dos professores. Tivemos, no Brasil, nove grandes planos nacionais. Neles a educação não entrou. Foram dois com Getúlio Vargas, Plano Especial de Obras Públicas (1939) e Reaparelhamento da Defesa Nacional (1943); o Plano Salte, no governo Eurico Gaspar Dutra; o Plano de Metas, no governo de Juscelino Kubitschek; o Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social, de João Goulart; o Plano de Ação Econômica no governo Castelo Branco; dois no governo do presidente Médici, intitulados Programa Estratégico de Desenvolvimento e o I Plano Nacional de Desenvolvimento do Médici; e o II Plano Nacional de Desenvolvimento, do Geisel.

E o resultado que vemos é a nossa posição inferior na educação, em comparação com os outros países. A 6ª economia mundial, a nossa, a 6ª mais rica, é a 88ª pior em educação.

O professor de ensino fundamental em países desenvolvidos recebe por ano uma renda 17% superior ao salário médio de seus países. No Brasil recebemos menos do que o salário médio do País. O rendimento anual de um docente de ensino fundamental no Brasil é 10% do que recebe um professor na Suíça.

Não tem futuro um País que continua tratando o professor assim. Nos Estados ricos, São Paulo, Rio de Janeiro, o salário médio é de R$ 1.800,00 por mês. O salário médio do Brasil é R$ 1.500,00. Não há quase diferença no salário pago nos Estados mais ricos e nos salários pagos na média brasileira. E há cinco Estados que não pagam o piso salarial nacional do professor.

O salário inicial do professor no Brasil é maior apenas do que o que se paga no Peru e na Indonésia. O salário médio anual de um professor no início de carreira na Alemanha chega a R$ 60 mil. A renda per capta da Alemanha não chega a quatro vezes a brasileira, mas o salário de seus professores chega a oito vezes mais do que a brasileira.

Na Coreia do Sul, o salário médio dos professores é 121% superior à renda média nacional. O professor ganha mais do que a média dos outros profissionais. No Brasil é abaixo. Isso mostra a importância que a gente dá à profissão.

Mas não basta pagar bem. Para que o professor tenha um salário que repercuta na qualidade da educação, é preciso que ele tenha muito boa formação, que ele seja escolhido entre os profissionais melhores preparados do País e é preciso que ele seja dedicado exclusivamente à atividade profissional. É preciso ganhar bem para exigir dele uma boa dedicação.

Mas não basta salário. Nem de longe basta o salário. Mas não há como ter os melhores quadros de um País dedicados à atividade do magistério se nós não tivermos bons salários para os professores. A própria palavra magistério vem de algo superior, vem de algo maior, vem de algo ligado ao magnífico. Nenhuma profissão é tão necessária como a do professor. Engenheiros são importantes, economistas, médicos, dentistas, tudo é importante, mas todos esses decorrem de um professor.

15 de outubro é o Dia do Professor e é um dia de luto do futuro do Brasil, até que atrevamos a fazer a revolução educacional que o Brasil precisa, e eu defendo – posso estar errado – que o caminho para isso é a federalização da educação de base.

http://www.profissaomestre.com.br/sitepm/view/action/visualizarArtigo.php?cod=448

Fonte: Profemarli.comunidades.net

sábado, 1 de dezembro de 2012

Mais de 5 mil pessoas deram as mãos pela liberdade do estado palestino

Rachel Duarte
Um ato internacional em solidariedade à Palestina. Assim os organizadores do Fórum Social Mundial Palestina Livre resumiram o evento promovido em Porto Alegre nos últimos três dias. As conversas entre 300 entidades de 36 países sobre o futuro dos palestinos encerraram neste sábado (1º), e resultaram em um documento de 15 itens. O texto é o original escrito antes da realização do fórum e sintetiza os principais objetivos da comunidade internacional e palestina.

As atividades autogestionárias realizadas pelos movimentos sociais internacionais de forma paralela às principais conferências do Fórum acrescentaram visões e ideias para levar adiante a luta de apoio ao estado palestino. As próximas atividades dos grupos reunidos na capital gaúcha desde o dia 29 de novembro ainda serão sintetizadas em um cronograma. Na assembleia geral de encerramento, foi anunciada uma missão internacional à Palestina para março ou abril de 2013. Foi proposta também a criação de um Comitê Internacional em Solidariedade à Palestina que reúna as organizações participantes do fórum.

Está sendo estudada ainda a criação de um Dia Comum de Ação Global pela liberdade dos palestinos na ocupação israelense. Os dias avaliados são 30 de março, Dia da Terra Palestina e 17 de abril, Dia em Homenagem aos Prisioneiros Palestinos. “Ainda estamos reunindo as ideias que foram dadas aqui. Não tem nada decidido. A única coisa que está acordada e para a qual já estamos desenhando um plano de ação global é a campanha de Boicote, Desinvestimentos e Sanções (BDS) a Israel”, explicou uma das coordenadoras do fórum, Alessandra Ceregatti.
Fórum Palestina Livre
Rede internacional em solidariedade a Palestina será formalizada em Comitê Internacional | Foto: Michel Cortez / Sul21

O boicote comercial aos produtos israelenses foi o principal pano de fundo dos movimentos sociais que organizaram o fórum. Na plenária final, todos bradaram em um mesmo sentido e deverão voltar para os seus países com a mesma missão: pressionar os governos e empresas a cortar relações com Israel.

O ex-prisioneiro palestino em Israel e membro do movimento Stop The Wall, Jamal Juma citou um dos principais inimigos dos direitos humanos para o povo palestino como exemplo das barreiras econômicas que precisam ser rompidas para o fim da luta armada de Israel com Palestina. “A companhia britânico-holandesa G4S mantém o colonialismo palestino. Estamos nos tornando um movimento global aqui neste fórum que pode contribuir para termos mais agilidade em pressionar pelo corte de relações dos países com este tipo de companhia”, alertou.Para ele, o Fórum Mundial Palestina Livre contribuirá para aumentar as ações da campanha BDS ao redor do mundo. “Esta rede de solidariedade pode funcionar como no caso da África do Sul. Esta é a hora da Palestina. Precisamos agir e boicotar Israel para acabar com o colonialismo e o apartheid em que vivem os palestinos”, pediu.

Governo brasileiro assume compromisso com entidades para tratar da questão palestina 

Presente ao evento, a ministra Maria do Rosário teceu palavras de apoio do governo brasileiro ao povo palestino. A União apoiou a realização do fórum desde o começo, quando a Central Única dos Trabalhadores (CUT) acordou que o Brasil sediaria o Fórum, durante o Fórum Social Mundial de Dakar. Nos próximos dias, a CUT e o governo federal terão reunião para tratar das relações internacionais que o Brasil estabelece com Israel.
Fórum Palestina Livre
Leitura do documento e falas finais do Fórum Mundial Palestina Livre exaltam os ânimos dos participantes | Foto: Michel Cortez / Sul21

O Fórum Social Mundial Palestina Livre aconteceu no Brasil à luz do histórico reconhecimento da Autoridade Palestina como estado não-membro pelas Nações Unidas e do recente ataque de Israel à Faixa de Gaza. Os dois fatos estiveram presentes nas discussões e nortearam as resoluções propostas na assembleia final. “Porto Alegre instalou um fórum pela liberdade palestina com mais de 5 mil participantes e marchou pela autodeterminação deste povo no mesmo dia em que fomos reconhecidos pela ONU. Foram dois passos importantíssimos para pressionar Israel a cessar a luta armada. Eles que decidirão se vão escolher este caminho ou lutar contra o mundo inteiro, pois o mundo inteiro é a favor do direito do estado palestino”, avaliou o representante da Federação Palestina no Brasil, Emir Murad.

Para ele, “a força imperial por armas e massacres não resolverá mais o problema entre israelenses e palestinos. Tem que  haver uma mesa de negociação e discussão entre dois estados reconhecidos pela ONU”.
Fórum Palestina Livre
Foto: Michel Cortez / Sul21

A preocupação com as ações combinadas por meio do documento de referência do evento revela uma luta de 65 anos do povo palestino pela garantia dos direitos essenciais, como a vida e a dignidade humana. A importância do encaminhamento do texto às delegações participantes do fórum foi tanta que lideranças árabes sem direito à voz na assembleia final se exaltaram. Um impasse na hora das falas dos inscritos, após a leitura do documento, foi solucionado quando todos entenderam que estava querendo dizer a mesma coisa: Palestina Livre.

Fonte: Sul 21