Da Rede Brasil Atual
O candidato tucano à prefeitura de São Paulo, José Serra, fez
campanha na quarta-feira (10) pelas ruas de Pirituba, zona oeste da
cidade, ao lado do coronel Paulo Telhada, que se elegeu vereador pelo
PSDB, mas é alvo de três pedidos de impugnação feitos pelo Ministério
Público, um dos quais por incitação à violência.
Telhada, que se orgulha
de ter assassinado 36 pessoas – supostamente criminosas – e que
recentemente fez ameaças a um jornalista da Folha de S.Paulo, foi tratado durante o ato de ontem como “amigo” de Serra.
Questionado, o tucano defendeu a atuação do correligionário – cujo
lema é “bandido bom é bandido morto” –, e chegou a dizer que Telhada
respeita os direitos humanos. “Ele desempenhou muito bem sua função. Foi
um homem muito competente, seguindo as orientações do governo: uma
política firme que respeita os direitos humanos”, disse o candidato a
prefeito.
Ao participar do ato em Pirituba, Telhada cumpre o que havia
declarado no início dessa semana, de que sairia às ruas para tentar
eleger o amigo Serra. “Com certeza [vou participar da campanha de
Serra]. No que ele precisar de mim. Entrei no PSDB em lealdade ao Serra,
que me deu o comando da Rota quando ninguém acreditava em mim”,
afirmou.
Ameaça de morte
Telhada é acusado de ameaçar de morte o jornalista André Caramante, do jornal Folha de S.Paulo, que teve de sair do país para preservar sua vida.
Após publicar um artigo com críticas aos crimes cometidos pela Rota,
em 14 de julho, Caramante passou a receber várias ameaças. Uma delas foi
postada por Telhada no Facebook. Disse o coronel: “Quem defende
bandido, é bandido também. Bala nesses safados”. Em outra mensagem, um
policial militar chamado Paulo Sérgio Ivasava Guimarães dá apoio a
Telhada: “Esse Caramante é mais um vagabundo. Coronel, de olho nele”.
O recém-eleito vereador nega que tenha feito ameaças.
Fonte: Sul 21
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Brasil: 80,8% dos universitários estão em instituições particulares
O número de universitários matriculados em instituições de
ensino particulares aumentou nos últimos dez anos - de 69,8% para 80,8%
do total. O dado faz parte da pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo
Instituto Data Popular, que apresentou dados relativos aos 6,2 milhões
de universitários brasileiros. Para Renato Meirelles,
sócio diretor do instituto, esse crescimento se deu em razão,
principalmente, do maior número de vagas disponibilizadas por essas
instituições. "Tanto as universidades públicas quanto as particulares
cresceram, mas as particulares cresceram mais", aponta.
Para Meirelles, o número de vagas aumentou proporcionalmente à demanda. "As classes C e D têm mais dinheiro, e o ProUni também colocou mais universitários nas particulares", apontou, salientando que, apesar da universalização do acesso ao ensino superior, ainda é necessário investir na qualidade do mesmo. "Precisamos garantir que as universidades particulares tenham o mesmo nível das públicas", acredita. O número total de universitários no País também cresceu - de 3,5 milhões em 2002 para 6,2 milhões em 2012.
Ao encontro desse dado, a pesquisa também mostra que a nova classe média brasileira é maioria nas universidades públicas e privadas. A classe B aparece em seguida em número de estudantes. Conforme o estudo, a classe D já superou a classe A. "São brasileiros que ao melhorar de vida e aumentar sua renda passaram a investir em educação. Para garantir que essa melhora não seja algo temporário. Que não seja esporádico, não seja uma bolha", comenta o diretor em nota divulgada pelo Data Popular.
A participação dos universitários do Nordeste em relação ao total também cresceu entre 2002 e 2012, de 17,2% para 23%. A região Norte avançou sobre o total, enquanto Sudeste, Sul e Centro-Oeste perderam participação.
Um dos dados da pesquisa que mais surpreendeu o diretor foi em relação ao empreendedorismo: 55,9% dos universitários pretendem abrir um negócio próprio, e a maioria - 25,5% - deseja fazer isso num prazo de dois a cinco anos. "O aluno não está estudando para garantir a carteira de trabalho, mas sim para ter o seu negócio", aponta o diretor.
O percentual de universitários considerados chefes de família cresceu em dez anos - são 1,203 milhões de estudantes. Em 2002, eram 15,8% do total e atualmente representam 19,4%. Hoje, a cada 10 universitários brasileiros, pelo menos sete trabalham. Eles movimentam R$ 84,7 milhões com o próprio salário.
A participação de universitários com idades a partir de 23 anos teve aumento em dez anos: de 53,9% para 60,4%. Também houve ampliação da participação dos universitários com idades até 18 anos, de 5,9%para 7,1%.
Fonte: Terra
Para Meirelles, o número de vagas aumentou proporcionalmente à demanda. "As classes C e D têm mais dinheiro, e o ProUni também colocou mais universitários nas particulares", apontou, salientando que, apesar da universalização do acesso ao ensino superior, ainda é necessário investir na qualidade do mesmo. "Precisamos garantir que as universidades particulares tenham o mesmo nível das públicas", acredita. O número total de universitários no País também cresceu - de 3,5 milhões em 2002 para 6,2 milhões em 2012.
Ao encontro desse dado, a pesquisa também mostra que a nova classe média brasileira é maioria nas universidades públicas e privadas. A classe B aparece em seguida em número de estudantes. Conforme o estudo, a classe D já superou a classe A. "São brasileiros que ao melhorar de vida e aumentar sua renda passaram a investir em educação. Para garantir que essa melhora não seja algo temporário. Que não seja esporádico, não seja uma bolha", comenta o diretor em nota divulgada pelo Data Popular.
A participação dos universitários do Nordeste em relação ao total também cresceu entre 2002 e 2012, de 17,2% para 23%. A região Norte avançou sobre o total, enquanto Sudeste, Sul e Centro-Oeste perderam participação.
Um dos dados da pesquisa que mais surpreendeu o diretor foi em relação ao empreendedorismo: 55,9% dos universitários pretendem abrir um negócio próprio, e a maioria - 25,5% - deseja fazer isso num prazo de dois a cinco anos. "O aluno não está estudando para garantir a carteira de trabalho, mas sim para ter o seu negócio", aponta o diretor.
O percentual de universitários considerados chefes de família cresceu em dez anos - são 1,203 milhões de estudantes. Em 2002, eram 15,8% do total e atualmente representam 19,4%. Hoje, a cada 10 universitários brasileiros, pelo menos sete trabalham. Eles movimentam R$ 84,7 milhões com o próprio salário.
A participação de universitários com idades a partir de 23 anos teve aumento em dez anos: de 53,9% para 60,4%. Também houve ampliação da participação dos universitários com idades até 18 anos, de 5,9%para 7,1%.
Fonte: Terra
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
A espetacularização e a ideologização do Judiciário
Para não me aborrecer com e-mails rancorosos vou logo dizendo que
não estou defendendo a corrupção de políticos do PT e da base aliada,
objeto da Ação Penal 470 sob julgamento no STF
Leonardo Boff, no Brasil de Fato
Para não me aborrecer com e-mails rancorosos vou logo dizendo que não estou defendendo a corrupção de políticos do PT e da base aliada, objeto da Ação Penal 470 sob julgamento no STF. Se malfeitos forem comprovados, eles merecem as penas cominadas pelo Código Penal. O rigor da lei se aplica a todos.
Outra coisa, entretanto, é a espetacularização do julgamento transmitido pela TV. Aí é ineludível a feira das vaidades, o vezo ideológico que perpassa sobre a maioria dos discursos.
Desde A Ideologia Alemã de Marx/Engels (1846) até Conhecimento e Interesse de J. Habermas (1968 e 1973) sabemos que por detrás de todo conhecimento e de toda prática humana age uma ideologia latente.
Resumidamente podemos dizer que aideologia é o discurso do interesse. E todo conhecimento, mesmo o pretende ser o mais objetivo possível, vem impregnado de interesses. Pois assim é a condição humana. A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. E todo o ponto de vista é a vista de um ponto. Isso é inescapável. Cabe analisar politica e eticamente o tipo de interesse, a quem beneficia e a que grupos serve e que projeto de Brasil tem em mente. Como entra o povo nisso tudo? Ele continua invisível e até desprezível?
A ideologia pertence ao mundo do escondido e do implícito. Mas há vários métodos que foram desenvolvidos, coisa que exercitei anos a fio com meus alunos de epistemologia em Petrópolis, para desmascarar a ideologia. O mais simples e direto é observar a adjetivação ou a qualificação que se aplica aos conceitos básicos do discurso, especialmente, das condenações.
Em alguns discursos como os do Ministro Celso de Mello o ideológico é gritante, até no tom da voz utilizada. Cito apenas algumas qualificações ouvidas no plenário: o “mensalão” seria “um projeto ideológico-partidário de inspiração patrimonialista”, um “assalto criminoso à administração pública”, “uma quadrilha de ladrões de beira de estrada” e um “bando criminoso”. Tem-se a impressão que as lideranças do PT e até Ministros não faziam outra coisa que arquitetar roubos e aliciamento de deputados, em vez de se ocupar com os problemas de um país tão complexo como o Brasil.
Qual o interesse, escondido por detrás de doutas argumentações jurídicas? Como já foi apontado por analistas renomados do calibre de Wanderley Guilherme dos Santos, revela-se aí certo preconceito contra políticos vindos do campo popular. Mais ainda: visa-se aniquilar toda a possível credibilidade do PT, como partido que vem de fora da tradição elitista de nossa política; procura-se indiretamente atingir seu líder carismático maior, Lula, sobrevivente da grande tribulação do povo brasileiro e o primeiro presidente operário, com uma inteligência assombrosa e habilidade política inegável.
A ideologia que perpassa os principais pronunciamentos dos ministros do STF parece eco da voz dos outros, da grande imprensa empresarial que nunca aceitou que Lula chegasse ao Planalto. Seu destino e condenação é a Planície. No Planalto poderia penetrar como faxineiro e limpador dos banheiros, como aliás parece ter sido o primeiro trabalho do Ministro Joaquim Barbosa no STE. Mas nunca como Presidente.
Ouve-se no plenário ecos vindos da Casa Grande que gostaria de manter a Senzala sempre submissa e silenciosa. Dificilmente se tolera que através do PT os lascados e invisíveis começaram a discutir política e sonhar com a reinvenção de um Brasil diferente. Tolera-se um pobre ignorante e mantido politicamente na ignorância. Tem-se verdadeiro pavor de um pobre que pensa e que fala. Pois Lula e outros líderes populares ou convertidos à causa popular como João Pedro Stedile, começaram a falar e a implementar políticas sociais que permitiram uma Argentina inteira ser inserida na sociedade dos cidadãos.
Essa causa não pode estar sob juízo. Ela representa o sonho maior dos que foram sempre destituídos. A Justiça precisa tomar a sério esse anseio a preço de se desmoralizar, consagrando um status quo que nos faz passar internacionalmente vergonha. Justiça é sempre a justa medida, o equilíbrio entre o mais e o menos, a virtude que perpassa todas as virtudes (“a luminossísima estrela matutina” de Aristóteles). Estimo que o STF não conseguiu manter a justa medida. Ele deve honrar essa justiça-mor que encerra todas as virtudes da polis, da sociedade organizada. Então sim se fará justiça nesta país.
Leonardo Boff é professor aposentado de Ética da UERJ
Fonte: Sul 21
Leonardo Boff, no Brasil de Fato
Para não me aborrecer com e-mails rancorosos vou logo dizendo que não estou defendendo a corrupção de políticos do PT e da base aliada, objeto da Ação Penal 470 sob julgamento no STF. Se malfeitos forem comprovados, eles merecem as penas cominadas pelo Código Penal. O rigor da lei se aplica a todos.
Outra coisa, entretanto, é a espetacularização do julgamento transmitido pela TV. Aí é ineludível a feira das vaidades, o vezo ideológico que perpassa sobre a maioria dos discursos.
Desde A Ideologia Alemã de Marx/Engels (1846) até Conhecimento e Interesse de J. Habermas (1968 e 1973) sabemos que por detrás de todo conhecimento e de toda prática humana age uma ideologia latente.
Resumidamente podemos dizer que aideologia é o discurso do interesse. E todo conhecimento, mesmo o pretende ser o mais objetivo possível, vem impregnado de interesses. Pois assim é a condição humana. A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. E todo o ponto de vista é a vista de um ponto. Isso é inescapável. Cabe analisar politica e eticamente o tipo de interesse, a quem beneficia e a que grupos serve e que projeto de Brasil tem em mente. Como entra o povo nisso tudo? Ele continua invisível e até desprezível?
A ideologia pertence ao mundo do escondido e do implícito. Mas há vários métodos que foram desenvolvidos, coisa que exercitei anos a fio com meus alunos de epistemologia em Petrópolis, para desmascarar a ideologia. O mais simples e direto é observar a adjetivação ou a qualificação que se aplica aos conceitos básicos do discurso, especialmente, das condenações.
Em alguns discursos como os do Ministro Celso de Mello o ideológico é gritante, até no tom da voz utilizada. Cito apenas algumas qualificações ouvidas no plenário: o “mensalão” seria “um projeto ideológico-partidário de inspiração patrimonialista”, um “assalto criminoso à administração pública”, “uma quadrilha de ladrões de beira de estrada” e um “bando criminoso”. Tem-se a impressão que as lideranças do PT e até Ministros não faziam outra coisa que arquitetar roubos e aliciamento de deputados, em vez de se ocupar com os problemas de um país tão complexo como o Brasil.
Qual o interesse, escondido por detrás de doutas argumentações jurídicas? Como já foi apontado por analistas renomados do calibre de Wanderley Guilherme dos Santos, revela-se aí certo preconceito contra políticos vindos do campo popular. Mais ainda: visa-se aniquilar toda a possível credibilidade do PT, como partido que vem de fora da tradição elitista de nossa política; procura-se indiretamente atingir seu líder carismático maior, Lula, sobrevivente da grande tribulação do povo brasileiro e o primeiro presidente operário, com uma inteligência assombrosa e habilidade política inegável.
A ideologia que perpassa os principais pronunciamentos dos ministros do STF parece eco da voz dos outros, da grande imprensa empresarial que nunca aceitou que Lula chegasse ao Planalto. Seu destino e condenação é a Planície. No Planalto poderia penetrar como faxineiro e limpador dos banheiros, como aliás parece ter sido o primeiro trabalho do Ministro Joaquim Barbosa no STE. Mas nunca como Presidente.
Ouve-se no plenário ecos vindos da Casa Grande que gostaria de manter a Senzala sempre submissa e silenciosa. Dificilmente se tolera que através do PT os lascados e invisíveis começaram a discutir política e sonhar com a reinvenção de um Brasil diferente. Tolera-se um pobre ignorante e mantido politicamente na ignorância. Tem-se verdadeiro pavor de um pobre que pensa e que fala. Pois Lula e outros líderes populares ou convertidos à causa popular como João Pedro Stedile, começaram a falar e a implementar políticas sociais que permitiram uma Argentina inteira ser inserida na sociedade dos cidadãos.
Essa causa não pode estar sob juízo. Ela representa o sonho maior dos que foram sempre destituídos. A Justiça precisa tomar a sério esse anseio a preço de se desmoralizar, consagrando um status quo que nos faz passar internacionalmente vergonha. Justiça é sempre a justa medida, o equilíbrio entre o mais e o menos, a virtude que perpassa todas as virtudes (“a luminossísima estrela matutina” de Aristóteles). Estimo que o STF não conseguiu manter a justa medida. Ele deve honrar essa justiça-mor que encerra todas as virtudes da polis, da sociedade organizada. Então sim se fará justiça nesta país.
Leonardo Boff é professor aposentado de Ética da UERJ
Fonte: Sul 21
OAB divulga lista de aprovados para segunda fase do 8º Exame
O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
divulgou hoje (04) o resultado definitivo com os nomes dos aprovados na
primeira fase, prova objetiva, do 8º Exame de Ordem Unificado - aplicada em 9
de setembro deste ano. A listagem traz os nomes dos candidatos que conseguiram
aprovação depois de examinados os recursos apresentados e que passam a estar
aptos a prestar a segunda fase (prova subjetiva), que será aplicada em todo o
País em 21 de outubro deste ano.
O Exame de Ordem pode ser prestado por bacharel em Direito, ainda que pendente apenas a sua colação de grau, formado em instituição regularmente credenciada. Podem realizá-lo os estudantes de Direito do último ano do curso de graduação em Direito ou do nono e décimo semestres. A aprovação é requisito necessário para a inscrição nos quadros da OAB como advogado. Os locais de realização da segunda fase, prova prático-profissional, serão divulgados na data provável de 15 de outubro de 2012.
Fonte: Portal Terra
Zimmermann espera decisão do TSE para confirmar vitória em NH
Petista projeta ter mais de 50% dos votos e nova eleição deve ocorrer caso registro seja impugnado
08/10/2012 00:13
Com o registro de candidatura ainda aguardando julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato do PT à prefeitura de Novo Hamburgo, Tarcísio Zimmermann, obteve o maior número de votos neste domingo. Ele vai aguardar um resultado positivo para o recurso encaminhado ao Pleno da Corte.
Até o momento, porém, seus votos foram computados como nulos, que somaram mais de 78 mil. Entre os votos válidos, o primeiro colocado foi Paulo Kopschina, com cerca de 57 mil votos (96% do total). A segunda colocada foi Dione Moraes, com dois mil votos. Como o petista projeta ter feito mais de 50% dos votos, se o registro for impugnado em última instância pelo Pleno do TRE, uma nova eleição deverá ser feita em Novo Hamburgo.
http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=470709
O ex-presidente levou Fernando Haddad, um desconhecido insosso, ao segundo turno.
Decretaram o ocaso do prestígio de Lula.
A Folha de S. Paulo teve de corrigir a situação: “No rastro da popularidade do presidente Lula, o PT é o partido que mais vereadores tem nas capitais do país”.
Anunciaram o fim da polarização entre PT e PSDB em São Paulo.
José Serra e Fernando Haddad estão no segundo turno.
Anunciaram o declínio do PT no país.
O PT aumentou o número de prefeitos do Brasil.
E obteve a maior bancada de vereadores de São Paulo.
Colunista do UOL teve de admitir: “PT é o vencedor da eleição, avalia Fernando Rodrigues”.
Mais: “Segundo o jornalista, a sigla é a única a eleger mais prefeitos a cada eleição. Neste pleito, o PT foi o partido com o maior número de votos, apesar de ter perdido em algumas cidades importantes”.
G1: “Já nas capitais brasileiras, o PT foi o que elegeu mais candidatos a vereador. São 84 cadeiras destinadas ao partido, contra 75 para o PMDB, 66 para o PSB e 65 para o PSDB”.
Anunciaram a derrota de Hugo Chávez, líder populista com forte tendência autoritária e um histórico de melhorias para a vida dos mais pobres, na Venezuela banhada em petróleo.
O bolivariano emplacou mais uma vitória nas urnas.
Definitivamente a mídia só dá bola fora.
Confunde seu desejo com análise da realidade.
O comentarista neutro, franco-atirador, só observa o festival de balas perdidas.
http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/
.
Até o momento, porém, seus votos foram computados como nulos, que somaram mais de 78 mil. Entre os votos válidos, o primeiro colocado foi Paulo Kopschina, com cerca de 57 mil votos (96% do total). A segunda colocada foi Dione Moraes, com dois mil votos. Como o petista projeta ter feito mais de 50% dos votos, se o registro for impugnado em última instância pelo Pleno do TRE, uma nova eleição deverá ser feita em Novo Hamburgo.http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=470709
Verdades indesejadas das eleições
Por Juremir em 08.10.12
Anunciaram que a influência de Lula estava esgotada.O ex-presidente levou Fernando Haddad, um desconhecido insosso, ao segundo turno.
Decretaram o ocaso do prestígio de Lula.
A Folha de S. Paulo teve de corrigir a situação: “No rastro da popularidade do presidente Lula, o PT é o partido que mais vereadores tem nas capitais do país”.
Anunciaram o fim da polarização entre PT e PSDB em São Paulo.
José Serra e Fernando Haddad estão no segundo turno.
Anunciaram o declínio do PT no país.
O PT aumentou o número de prefeitos do Brasil.
E obteve a maior bancada de vereadores de São Paulo.
Colunista do UOL teve de admitir: “PT é o vencedor da eleição, avalia Fernando Rodrigues”.
Mais: “Segundo o jornalista, a sigla é a única a eleger mais prefeitos a cada eleição. Neste pleito, o PT foi o partido com o maior número de votos, apesar de ter perdido em algumas cidades importantes”.
G1: “Já nas capitais brasileiras, o PT foi o que elegeu mais candidatos a vereador. São 84 cadeiras destinadas ao partido, contra 75 para o PMDB, 66 para o PSB e 65 para o PSDB”.
Anunciaram a derrota de Hugo Chávez, líder populista com forte tendência autoritária e um histórico de melhorias para a vida dos mais pobres, na Venezuela banhada em petróleo.
O bolivariano emplacou mais uma vitória nas urnas.
Definitivamente a mídia só dá bola fora.
Confunde seu desejo com análise da realidade.
O comentarista neutro, franco-atirador, só observa o festival de balas perdidas.
http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/
.
sábado, 6 de outubro de 2012
Mundo precisa de mais 1,7 milhão de professores, diz ONU
São necessários mais 1,7 milhão de professores para atingir a
educação primária universal até 2015, um dos oito Objetivos de
Desenvolvimento do Milênio (ODM) estabelecidos pelos países signatários
da ONU há 12 anos. O alerta foi feito na sexta-feira por várias agências
das Nações Unidas, como Unesco, Unicef e Pnud, a fim de marcar o Dia
Mundial dos Professores.
O documento defende o treinamento adequado de professores e à garantia dos direitos dos docentes, incluindo salários justos e a valorização da igualdade e da autonomia profissional.
Em entrevista à Rádio ONU, o brasileiro Alexandre Lopes, eleito em 2012 o melhor professor do estado da Flórida, nos Estados Unidos, explicou a prioridade dele enquanto docente.
"Eu acredito que a educação é a solução de qualquer problema. Quando uma pessoa decide que vai tornar-se um professor, querendo ou não essa pessoa torna-se altruísta. O foco não está mais nessa pessoa, o foco passa a estar nos alunos. O meu dever é para com os meus alunos, antes de ser para comigo mesmo", destacou o professor.
A Unesco ressalta que não pode haver ensino de qualidade sem docentes competentes e motivados. Para marcar a data, a agência da ONU lançou uma estratégia para 2012-2015, que busca diminuir a falta de professores (sobretudo na África Subsaariana), melhorar a qualidade do ensino e promover debates globais sobre educação.
Fonte: Portal Terra
O documento defende o treinamento adequado de professores e à garantia dos direitos dos docentes, incluindo salários justos e a valorização da igualdade e da autonomia profissional.
Em entrevista à Rádio ONU, o brasileiro Alexandre Lopes, eleito em 2012 o melhor professor do estado da Flórida, nos Estados Unidos, explicou a prioridade dele enquanto docente.
"Eu acredito que a educação é a solução de qualquer problema. Quando uma pessoa decide que vai tornar-se um professor, querendo ou não essa pessoa torna-se altruísta. O foco não está mais nessa pessoa, o foco passa a estar nos alunos. O meu dever é para com os meus alunos, antes de ser para comigo mesmo", destacou o professor.
A Unesco ressalta que não pode haver ensino de qualidade sem docentes competentes e motivados. Para marcar a data, a agência da ONU lançou uma estratégia para 2012-2015, que busca diminuir a falta de professores (sobretudo na África Subsaariana), melhorar a qualidade do ensino e promover debates globais sobre educação.
Fonte: Portal Terra
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Manifestação termina em batalha campal no centro de Porto Alegre
Samir Oliveira, Igor Natusch, Ramiro Furquim e Felipe Prestes
Atualizado às 05h01
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| Por-Ramiro-Furquim |
A reportagem do Sul21 esteve no ato durante quase toda a noite e pôde observar que a manifestação transcorria de forma pacífica e animada. Os manifestantes estavam dançando, cantanto e gritando palavras de ordem contra o prefeito José Fortunati (PDT) – acusado de ter privatizado diversos espaços públicos de Porto Alegre, como o Largo Glênio Peres e o auditório Araújo Vianna, ambos patrocinados pela Coca-Cola.
[...]
Para defender o boneco representando o mascote da Copa 2014 – que chegou a ser derrubado -, foram deslocados cerca de 60 policiais militares do Pelotão de Operações Especiais (POE) do 9º Batalhão de Polícia Militar, além de tropas da Guarda Municipal. Os policiais jogaram bombas de gás lacrimogêneo, dispararam tiros com munição não-letal e partiram para cima dos manifestantes com seus cassetetes. Os relatos informam que sequer os jornalistas presentes foram poupados. Pelo menos três, que estavam devidamente identificados com seus crachás, foram agredidos: um fotógrafo do jornal Zero Hora, um repórter do Correio do Povo e um repórter da Rádio Guaíba.
De acordo com alguns manifestantes ouvidos pela reportagem, as mulheres foram agredidas com puxões pelos cabelos, além de xingamentos de policiais que as chamavam de “vagabundas”. Após o tumulto, já com reforços no local, a polícia ordenou que todos de ajoelhassem no chão.
[...]
Por volta da meia-noite, seis pessoas estavam detidas dentro do posto da Brigada Militar, contíguo ao Largo Glênio Peres, e duas em uma viatura, segundo o Coronel Freitas. Do lado de fora, parentes e amigos tentavam falar com os detidos, mas eram impedidos de entrar no posto. Era possível ver que lá dentro havia um jovem com a cara toda ensanguentada. Depois de momentos de pressão, o coronel informou que os detidos que estivessem reclamando de dores seriam levados ao Hospital de Pronto-Socorro (HPS) e, em seguida, ao Palácio da Polícia. Os que não precisassem de cuidados médicos iriam direto para o este último local. O coronel afirmou que poderia elencar muitos motivos para as detenções: “Desordem, dano, agressão, lesão corporal. Teria uma lista”, disse.
Até o momento, as informações mais precisas dão conta de que a Brigada Militar prendeu seis pessoas e de que cerca de 20 manifestantes estão feridos e recebendo cuidados médicos no Hospital de Pronto-Socorro.
[...]
Relatos recebidos pela reportagem dão conta de que pessoas foram perseguidas além do Largo Glênio Peres pelas forças policiais, sendo vítimas de agressões. Guiga Narciso foi alvejado por balas de borracha na Andradas, quase Borges de Medeiros, e garante que estava indo para casa quando ele e seu grupo foram cercados por policiais. Ao tentar proteger uma amiga, foi alvo dos disparos. Ele está no HPS para remover estilhaços da bala alojados em seu pescoço. “Eu fico pensando: quem é a policia da polícia? Vou fazer uma ocorrência para quem, para eles mesmos (policiais)?”, lamenta.
[...]
http://sul21.com.br/jornal/2012/10/manifestacao-termina-em-batalha-campal-no-centro-de-porto-alegre/
Julgamento do auxílio-moradia a juízes gaúchos deve ocorrer em novembro
Rachel Duarte - 04/10/12 | 16:18
O processo que pode extinguir o pagamento do auxílio-moradia a juízes gaúchos poderá ser finalmente julgado no próximo mês. Há mais de um ano em espera no Tribunal de Contas do Estado (TCE) e com duas decisões da Corte favoráveis ao benefício, o julgamento do mérito da chamada Parcela Autônoma de Equivalência (PAE) deverá entrar em pauta, pois o último recurso que pedia suspensão dos pagamentos aos magistrados, em caráter liminar, foi rejeitado nesta quarta-feira (03).Em sessão do Pleno, a maioria dos conselheiros do TCE-RS rejeitou os Embargos Declaratórios apresentados pelo Ministério Público de Contas, relativos à decisão que manteve o indeferimento liminar de sustação do auxílio-moradia.
O voto do conselheiro Marco Peixoto, com contrariedade apenas do conselheiro Estilac Xavier, destacou que não existe contradição na decisão embargada pelo MPC. Salientou, ainda, que esta decisão não se refere ao mérito da matéria, pois a Corte só decidirá, de forma definitiva, acerca da regularidade ou irregularidade daqueles pagamentos nos autos dos recursos ainda não analisados.
Para o procurador-geral do MP de Contas, Geraldo Da Camino, houve contradições na decisão dos conselheiros do TCE, não ficando claro se o Estado receberá de volta os valores já pagos aos juízes, caso o julgamento do mérito defina que o pagamento é ilegal. “Como foram negados os embargos declaratórios, que são para declarar esta obscuridade e não ataca o mérito, o tramite retorna sobre o julgamento do mérito em si”, explica.
O auxílio-moradia ou Parcela Autônoma de Equivalência (PAE) foi instituído no dia 3 de fevereiro de 2010 por meio de um ato administrativo do então presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), Leo Lima. Com o ato, os juízes passaram a receber uma parcela equivalente ao pagamento de auxílio-moradia a deputados federais entre 1994 e 1998, que foi incorporado ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em auditoria realizada na folha de pagamento do TJ-RS em 2010, o Tribunal de Contas constatou em detalhes como é feito o desembolso. Um magistrado que esteja pelo menos desde 1994 na Justiça estadual tem direito a R$ 115 mil de auxílio moradia, mais R$ 275 mil da correção aplicada pelo IGPM e mais R$ 430 mil dos juros, totalizando R$ 820 mil. O valor é distribuído de forma parcelada ao longo dos meses sobre um salário que já está dentre os mais altos do Estado. Com o pagamento, muitos juízes recebem, na prática, um salário muito acima do que é permitido pela Constituição, que estipula um teto de R$ 26,7 mil.
No dia 11 de abril, o pleno do TCE decidiu que não deveria suspender o pagamento até julgar o mérito das despesas, mesmo com parecer contrário do relator, Estilac Xavier. Os conselheiros Adroaldo Loureiro, Algir Lorenzon, Iradir Pietroski e Marco Peixoto votaram pela manutenção do benefício.
http://sul21.com.br/jornal/2012/10/julgamento-do-auxilio-moradia-a-juizes-gauchos-deve-ocorrer-no-proximo-mes/
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